segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Direitos Humanos Básicos (lista de Vicente Caballo)

O professor Doutor Vicente Caballo elaborou uma lista dos Direitos Humanos Básicos baseado em suas pesquisas com Ansiedade/Fobia Social. Creio que essa lista seja de muita utilidade não apenas para quem sofre com ansiedade social, mas para todos nós. Aproveite!

Lista de Direitos Humanos Básicos

1. O direito de manter sua dignidade e respeito - inclusive se outra pessoa sente-se ferida - enquanto não viole os direitos dos outros.
2. O direito de ser tratado com respeito e dignidade.
3. O direito de negar pedidos sem ter que sentir-se culpado ou egoísta.
4. O direito de experimentar e expressar seus próprios sentimentos.
5. O direito de parar e pensar antes de agir.
6. O direito de mudar de opinião.
7. O direito de pedir o que quiser (entendendo que a outra pessoa tem o direito de dizer não).
8. O direito de fazer menos do que é humanamente capaz de fazer.
9. O direito de ser independente.
10. O direito de decidir o que fazer com o próprio corpo, tempo e propriedade.
11. O direito de pedir informação.
12. O direito de cometer erros - e ser responsável por eles.
13. O direito de sentir-se bem consigo mesmo.
14. O direito de ter suas próprias necessidades e que essas sejam tão importantes quanto as dos demais.
15. O direito de pedir (não exigir) aos demais que correspondam às nossas necessidades.
16. O direito de decidir se satisfaremos as necessidades das pessoas.
17. O direito de comportar-se seguindo seus interesses - sempre que não viole os direitos dos demais.
18. O direito de ter opiniões e expressá-las.
19. O direito de decidir se satisfaz as expectativas dos outros.
20. O direito de falar sobre o problema com a pessoa envolvida e esclarecê-lo, em casos em que os direitos não estão totalmente claros.
21. O direito de obter aquilo pelo que se paga.
22. O direito de escolher não se comportar da maneira mais adequada.
23. O direito de ter direitos e defendê-los.
24. O direito de ser ouvido e levado a sério.
25. O direito de estar só quando quiser.
26. O direito de fazer qualquer coisa enquanto não viole os direitos de outras pessoas.

Vicente Caballo é Doutor em Psicologia pela Universidade Autônoma de Madri e Catedrático de Psicopatologia na Universidade de Granada (Espanha). Fundador e diretor da revista Behavioral Psychology/Psicologia Conductual, da Associação Psicológica Ibero-americana de Clínica e Saúde (APICSA) e do grupo de pesquisa Avanços na Psicopatologia e Terapia do Comportamento (APYTEC). Tem diversos livros publicados, numerosos artigos e capítulos de livros e ministrou conferências e cursos em 14 países. Recebeu também diversos prêmios e condecorações e, atualmente, seus interesses de pesquisa se centram na ansiedade/fobia social, no bullying e nos transtornos da personalidade.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

TEMOS UMA NOVIDADE PARA VOCÊ!



Devido a negociações, o valor das inscrições abaixou!

Envie um e-mail para mosaico_et@hotmail.com e INSCREVA-SE!

terça-feira, 30 de julho de 2013

Estresse Infantil

Mais da metade da nossa população é constituída por crianças, e nessa grande população constamos uma incidência de estresse infantil bastante elevada.
            O Brasil, país emergente no cenário mundial, em constante desenvolvimento transforma-se em um fator ambiental de grande relevância no crescente aumento das taxas de estresse.
A realidade é que a estrutura familiar moderna leva a uma diminuição do tempo de interação entre pais e filhos, e empurra os pais para um sistema de autocobrança e, ao mesmo tempo, de cobrança excessiva da criança, como se os pais procurassem compensar o tempo gasto fora de casa com uma maior intensidade criada em torno de expectativas de grandes resultados.
Se, algumas décadas atrás, a criança iniciava sua escolarização por volta dos 7 anos, hoje, o contato da criança com o meio externo ocorre muito mais precocemente, por intermédio da creche, dos jardins-de-infância e da pré escola. Evidentemente, esse novo sistema traz inúmeras contribuições pedagógicas à criança, que se socializa mais cedo, interage mais precocemente com outras crianças e desenvolve suas habilidades de forma mais produtiva, porque, acima de tudo, é mais bem e muito mais estimulada.
No entanto, a precocidade da relação entre criança e meio ambiente pode provocar, algumas vezes até por desvios pedagógicos familiares ou escolares, um sistema de cobranças excessivas, as quais podem se transformar em elementos geradores do estresse infantil: ter de submeter-se a horário para acordar, brincar, alimentar-se, dormir é uma novidade que, quando imposta de uma forma não absolutamente natural, provoca ansiedade e estresse muito cedo na vida infantil. Principalmente mães que trabalham fora- cobram de seus filhos carinho, desempenho e bom comportamento com mais intensidade e com menos naturalidade, desencadeando inconscientemente mais estresse.
Outras situações também podem desencadear estresse na criança, como doenças, hospitalizações e perdas diversas. Crianças que necessitam ser internadas em decorrência de problemas de saúde, que são submetidas a procedimentos muitas vezes dolorosos e que, além disso, precisam manter-se afastadas de seu ambiente cotidiano, de sua família e de seus amigos, desenvolvem alto grau de ansiedade e estresse.
O estresse não é, em si mesmo, uma doença, mas quando intensa ou prolongada, a reação ao estresse pode enfraquecer o organismo, levando-o a uma condição que propicia uma queda no funcionamento do sistema imunológico de tal porte que vários sintomas e doenças podem manifestar-se.
Ele pode manifestar-se tanto no corpo como na mente. Quando uma pessoa esta sujeito a uma tensão muito grande, ela pode manifestar doenças que já ocorreram na família e para as quais tenha predisposição genética. O estresse “procura” um órgão mais enfraquecido ou mais vulnerável, para nele se manifestar. O estresse assume a face de quem o tem.
Enfim, durante todo o desenvolvimento intelectual, emocional e afetivo, nossas crianças se confronta com momentos em que a tensão de sua vida alcança níveis muito alto, às vezes ultrapassando sua capacidade ainda imatura para lidar com situações conflitantes. Se os adultos a seu redor responderem ás tensões da vida com ansiedade e angústia, a criança aprenderá a agir assim também. Mais tarde, quando confrontada com fatores causadores de estresse, ela terá a tendência imediata para se sentir angustiada e ansiosa.
Em muitas ocasiões, a criança que não aprendeu a lidar com o estresse poderá tornar-se um adulto fragilizado, altamente vulnerável ao estresse e, consequentemente, uma pessoa que poderia ser considerada de alto risco com relação á aquisição de várias enfermidades cuja origem é o estresse, mas mesmo as crianças mais sensíveis podem aprender estratégias para enfrentar tensões. Essas estratégias ajudam a reduzir a probabilidade de virem a ter problemas ligados ao estresse.
É fundamental, portanto que os pais ensinem a seus filhos como lidar com a tensão. Porém muitas vezes isso se torna difícil quando estes pais também não sabem como enfrentar o estresse, pois eles próprios sofrem suas consequências. O que temos visto é que pais estressados, geralmente, têm filhos estressados, por serem um exemplo negativo.
É fundamental, nesta perspectiva, que profissionais da área da saúde, assim como toda população, estejam alertas para o fator ambiental como gerador de estresse, fato cada vez mais presente na vida moderna.

E QUANDO O ESTRESSE ATINGE NOSSO FILHO?

Naturalmente, se já é difícil aceitar a ideia de que uma criança esta estressada, isso se torna muito mais difícil quando a criança em questão é nosso filho. A sensação de culpa, de responsabilidade trona-se tão grande que, sem querer, a maioria dos pais tentam ignorar os indícios do estresse em seus filhos.
 Na realidade, os pais não deveriam sentir-se tão culpados quanto ao estresse dos filhos, porque os possíveis erros involuntários que cometem na educação deles não os tornam nem culpados nem maus pais. Todos erramos, e considerando que não se faz um curso sobre como ser pai ou mãe adequados, torna-se natural que cometamos alguns enganos. O importante é ter sempre a intenção de acertar e, se os erros forem cometidos, que se tente solucionar o problema, minimizando os efeitos negativos do que aconteceu.
Uma boa notícia é que o tratamento do estresse pode reverter a maioria dos casos de distúrbios provocados pelo excesso de tensão emocional. Deve-se ter cuidado, porém, para que o tratamento trabalhe na causa e não apenas nos sintomas do estresse.
É necessário ajudar a criança a entender o que se passa com ela e a desenvolver estratégias mentais para lidar com os fatores conflitantes e difíceis de sua vida. Tratar o sintoma alivia o desconforto atual, preserva a saúde e  permite uma qualidade de vida melhor, mas não ensina a criança a lidar com a futuro. Em outras ocasiões, ela precisará saber lidar com o estresse cada vez maior o que significa crescer e entrar no mundo do adulto. Se não aprender um modo adequado de lidar com a vida, a criança vulnerável ao estresse será também um adulto vulnerável.
Considerando que a criança estressada será, muito provavelmente, um adulto estressado  torna-se muito importante tratar o estresse na infância ou na adolescência, não somente a fim de preservar a saúde e o bem estar nessa fase especial da vida, mas também para garantir uma sociedade com adultos mais capazes, mais bem ajustados e mais resistentes as inúmeras batalhas e dificuldades que a vida nos traz, principalmente em um pais em desenvolvimento como o Brasil. Quando o estresse é tratado adequadamente, a criança- mas também o adulto- pode desenvolver meios para lidar com as tensões e os desafios de modo positivo e pode até aprender a usar o estresse a seu favor.

(referências do livro: Crianças estressadas. Causas, sintomas e soluções. Lipp, 2008)


Continuarei a publicação trazendo contribuições sobre as fontes de estresse na criança sejam elas interna ou externas, os sintomas do estresse e como ajudar.

Texto de Jandira dos Anjos Alencar.



quarta-feira, 17 de julho de 2013

Workshop: O Universo da Infância e Adolescência na TCC


Ansiedade e Depressão: uma breve explicação

O que é Depressão? 
Em algum momento da nossa vida vamos todos nos sentir deprimidos, embora não em um grau ou frequência que justifique o diagnóstico de depressão. Uma característica da depressão é um estado de espírito de profunda tristeza que está fora de proporção com a situação de vida da criança. Crianças deprimidas podem parecer excessivamente agitadas, ativas e agressivas. A depressão torna-se uma dificuldade quando faz com que a criança perca o interesse ou o prazer em atividades antes agradáveis.

O que é Ansiedade? 
A ansiedade é geralmente associada à preocupação com eventos futuros. A preocupação torna-se uma ansiedade quando interfere com a habilidade da criança em desfrutar de atividades diárias comparando-a com outras crianças da mesma idade. A ansiedade às vezes pode ser fora de proporção em relação às ameaças do ambiente e torna-se uma dificuldade quando impede as crianças de desfrutarem experiências de vida normais.

Fonte: AMIGOS para a Vida: Manual para os Líderes de Grupo para Crianças – Dr. Paula Barret, 2010

sábado, 20 de agosto de 2011

Apresentação

Esse Blog foi criado com o intuito de apresentar nosso espaço de atendimento na área de Psicologia e compartilhar um pouco de nossa metodologia de trabalho: A terapia Cognitivo-comportamental...